terça-feira, 14 de outubro de 2014

Palestra sobre a sexualidade

Dia 13 de Outubro de 2014 tivemos uma palestra sobre a sexualidade e o sexo em si. Falou-se de muitos aspetos, nomeadamente:

  • Ser diferente é normal! Reforçou-se a ideia de que não temos de ser todos iguais e de que não existem modelos de como deveria ser o nosso corpo, cada um é como é, e é NORMAL.
  • Algumas doenças sexualmente transmissíveis foram faladas, tais como a clamídia, cancroíde, linfogranuloma venéreo, gonorreia, HPV e VIH. 
  • Para além das doenças faladas, referiu-se também outro perigo, a gravidez e os métodos contracetivos. Entre vários métodos contracetivos apresentados, chegou se à conclusão de que o melhor seria sem dúvida o preservativo, já que nos protege simultâneamente de engravidarmos e de ficarmos portadores de doenças sexualmente transmissíveis

Achei que se abordaram todos os aspetos que nos podiam interessar e nos quais poderíamos vir a ter dúvidas. Decerto, a palestra foi produtiva e educativa, na medida em que passámos a conhecer, por exemplo, vários métodos de contraceção não muito populares , mas que são uma alternativa para quem não quer utilizar o clássico (preservativo), e mesmo falando do método clássico de pervenção ficámos a saber de algumas curiosidades.
Para além do referido acima, falaram nos também no sexo, como algo que pode ter consequências não só a nível do bem estar físico, mas também a nível do bem estar psicológico e até social. Foi explícito várias vezes que antes do ato sexual, principalmente do primeiro, deve se ser suficientemente responsável para pensar e prevenir as possíveis consequências.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

A primeira descoberta do DNA

Foi Johann Friedrich Miecher que descobriu uma molécula no núcleo de todas as células e que possuía uma característica diferente de outros componentes conhecidos na altura.

Friedrich, filho de cientistas, desde muito cedo foi exposto a debates científicos e como é de prever desenvolveu uma atração pelas ciências naturais, ramo que futuramente seguiu tornando-se medico e mais tarde aventurando-se na ciência básica (principalmente bioquímica).

O seu estudo começou com Felix Hoppe-Seyler, que encarregou Fredrich em caracterizar a composição química das células. Para isso foi usado o pus, que facilmente se arranjava nos hospitais e que tinha as células que eram necessárias para o estudo (os leucócitos).

Analisando as tais partículas, Fredrich descobriu uma substância com características interessantes e únicas, apercebendo-se mais tarde de que essa substância localizava-se na íntegra dentro do núcleo e por isso foi batizada pelo Friedrich como sendo a ''nucleína''. Com as experiências que se seguiram, Fredrich conseguiu entender que a substância de que se tratava não era de origem proteica e que continha na sua composição elementos como o carbono, hidrogénio, oxigénio e nitrogénio, alem do fosfato em grandes quantidades.

Na tentativa de publicar os seus resultados, Fredrich pede ajuda ao seu ex-supervisor que, ironicamente, quis confirmar os resultados antes de os publicar. Obviamente que os resultados obtidos pelo Hoppe-Seyler (ex-supervisor de Fredrich) não foram os mesmos pois tinha de haver condições ideais e totalmente iguais relativamente às experiências feitas pelo Fredrich….o que demorou quase dois anos.  Só em 1871 a descoberta foi finalmente publicada.

Depois de ter contacto com os matérias de Fredrich, o Hoppe-Seyler também se interessou pela ''nucleína'', pelo que a partir dessa altura o Fredrich começou a ter concorrência, mas mesmo assim não desistiu e decidiu estudar a ''nucleína'' das células germinativas, aproveitando se da fábrica de salmões que se localizava nas proximidades e usando o esperma de salmão.

Friedrich morreu com apenas 51 anos, com tuberculose. Depois da sua morte, o seu tio e admirador publicou uma compilação dos seus trabalhos.


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Resumo do filme ''As 100 maiores descobertas sobre a genética''


  
O filme fala de algumas das descobertas feitas por vários cientistas ao longo dos tempos.
O Mendel, considerado o Pai da Genética Clássica, começou por cruzar vários tipos de ervilhas para tentar compreender qual era o mecanismo que fazia desaparecer algumas características e reaparecer as mesmas algumas gerações a seguir. Descobriu então que os traços de gerações sucessivas eram herdadas em certas proporções. 
O Morgan entendeu que havia traços genéticos que eram dominantes sobre os outros e que eram os genes que controlavam eventos bioquímicos.
Mais tarde descobriu-se que os genes danificados produziam nutrientes defeituosos, ou seja, queria dizer que além de serem responsáveis por transportar as características de uma geração para a outra, os genes produziam substâncias (enzimas) essenciais para a sobrevivência
Erradamente pensava-se que os genes era uma coisa estável, mas descobriu-se que os cromossomas podiam diferenciar entre si e por isso a existência de diferentes plantas (por exemplo) com o mesmo gene presente.
Finalmente se chegou à composição do próprio DNA (constituído por adenina, citosina, guanina, timina) e chegou-se à conclusão de que o mesmo se dividia e multiplicava com facilidade.
Outras descobertas referidas no filme foram:

  • O que herdamos dos pais é uma sequência de letras, um código que dá instruções às nossas células.
  •  Existe um código para todos os seres humanos do planeta, no entanto esse código não difere muito entre os seres humanos, nem mesmo entre os mamíferos no geral.
  •   Descobriu-se a importância do RNA na produção de proteínas, o que ajudou, por exemplo, na criação de novos medicamentos.
  • A descoberta de sequencias repetidas (dna mini satélite) ajudam a descobrir os parentes de uma determinada pessoa.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Transformação e utilização de matéria nos animais

A troca de gases ocorre sempre em meio aquoso e por difusão simples.
Nos animais mais simples, como a hidra por exemplo, a troca gasosa faz-se diretamente do meio para as células por difusão.
Nos animais mais complexos existe um conjunto de órgãos que constituem o sistema respiratório, onde estão incluídas as SUPERFÍCIES RESPIRATÓRIAS que têm caraterísticas comuns.

As superfícies são sempre húmidas, constituídas por apenas uma camada de células, e com uma grande superfície de contato.
A difusão simples pode ser DIRETA- quando os gases passam diretamente para a superfície respiratória; INDIRETA- quando os gases passam da superfície para um fluido intermediário e deste para as células.

TIPOS DE SUPERFÍCIES
Tegumento - a superfície do corpo do animal é a própria superfície respiratória. O oxigénio passa através da pele para o fluido circulatório que o leva às células e traz o dióxido de carbono das células para o exterior, tudo por difusão. É uma difusão indireta, pois existe um fluído intermediário e chama-se neste caso HEMATOSE CUTÂNEA. 

Brânquias - O opérculo é uma tampa óssea protetora que se localiza lateralmente na cabeça do peixe. No interior  do opérculo avistamos as brânquias,  localizadas na cavidade branquial. Cada brânquia é constituída por filamentos branquiais e estes, por sua vez,  contêm várias lamelas, ricamente vascularizadas, onde ocorre a HEMATOSE BRANQUIAL.


Sistema de traqueias - É constituído por uma rede de canais cheios de ar -traqueias - que se vão ramificando ao longo de todo o corpo - traquíolas - que contatam diretamente com os tecidos. As extremidades dos traquíolas são fechadas e contêm um líquido que permite a difusão. A difusão é direta, o sistema circulatório não intervém na distribuição dos gases.


 Sistema pulmonar - Tal como nos outros sistemas, existe uma grande variedade de sistemas pulmonares que está diretamente ligado ao grau de complexidade do ser vivo. Existem em todos os vertebrados terrestres.
->Esta eficiência está relacionada com:
  -vasta área de superfície alveolar (existem milhões de alvéolos);
  -a camada do alvéolo pulmonar ser constituída por apenas uma camada de células, assim como a do capilar;
   -e a existência de uma vasta rede de capilares que envolvem os alvéolos.

Transformação e utilização de matéria nas plantas

As plantas fazem a respiração aeróbica e a fotossíntese.
Na respiração consomem o O2 mas como durante o dia o libertam na fotossíntese, este é mais que suficiente para a respiração. Na consequência da respiração  libertam o CO2, que durante o dia, vai utilizado para a fotossíntese (fase escura). O dióxido de carbono libertado não é suficiente e as plantas têm de absorvê-lo, também, durante o dia. 
Durante a noite a planta faz a respiração aeróbica mas não faz a fotossíntese, pelo que tem de absorver o Oxigénio e libertar o dióxido de carbono, tal como nos animais.

*Os estomas regulam as trocas relativas à fotossíntese e transpiração mas também as trocas gasosas. O espaço preenchido por ar entre as células também facilita a troca de gases, formando um circuito de ar.*

Quimiossintese

Os seres quimioautotróficos (grupo de bactérias sulfurosas, nitrificantes e ferrosas), são os protagonistas deste processo. Sintetizam matéria orgânica a partir da oxidação de compostos inorgânicos.
Utilizam a energia proveniente da oxidação na formação de ATP, protões H+ e eletrões, para fixar o dióxido de carbono e sintetizar a matéria orgânica. Os compostos são: amoníaco (NH3), dióxido de carbono (CO2) ou Sulfureto de Hidrogénio (H2S). 

Fotossíntese

FASE FOTOQUÍMICA
1º-A luz solar incide nas folhas e é absorvida pela clorofila, presente no cloroplasto na membrana interna, no tilacoide.  A clorofila do fotossistema II fica excitada e perde eletrões que vão reagir com a molécula de água, oxidando-a e originando a libertação do oxigénio, protões e  eletrões. Os eletrões vão fluir para uma cadeia de acetores que existem na membrana do tilacoide e que serão transportados até ao fotossistema I. Os protões de hidrogénio deslocam-se para o interior do tilacóide.
Os eletrões que a clorofila perdeu acabam por ser repostos pela fotólise da água.

2º-O fluxo de eletrões liberta energia para transformar várias moléculas ADP em ATP.  Os protões que foram encaminhados para o interior do tilacóide vão ser utilizados para a fosforilação do ADP que irá ocorrer no estroma (exterior do tilacóide).

3-O Fotossistema I após captar a energia luminosa, reencaminha os eletrões para o estroma e em conjunto com os protões,  vão ser cedidos a uma molécula chamada de NADP(+) (Nicotinamina adenina dinocleótido fosfato), reduzindo-a e transformando-a em NADPH (molécula transportadora de eletrões e hidrogénios), molécula importante, tal como o ATP para a formação de compostos orgânicos.




FASE QUÍMICA
Esta fase ocorre no estroma dos cloroplastos e é nela que se forma a glicose, pela reação inicial entre o dióxido de carbono atmosférico e a ribulose difosfato (RDP), um composto com cinco carbonos, que funciona para a incorporação do CO2.
Nesta fase ocorre uma série de reações químicas que necessitam de ATP e NADPH formados na fase anterior. Estas reações ocorrem por ação de enzimas que dependem da presença de luz e da temperatura. O dióxido de carbono desde que entra na planta sofre uma sequência de reações até à formação de matéria orgânica.
Em 1950 um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia, liderado por Melvin Clavin, utilizando uma série de compostos marcados radioactivamente conseguiam estudar a sequência de reações, permitindo conhecer as moléculas intervenientes na formação de glicose, e o papel do ATP e NADPH na síntese de matéria orgânica. Esta sequência está expressa no Ciclo de Calvin, homenagem ao cientista.